Dentre todas as coisas que eu fui pra você…

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[Você pode ler este texto ao som de Feita pra Fugir – Dândis, vídeo no fim do texto]

Dentre todas as coisas que eu fui pra você…

Eu fui esperança, pois sei que o que mais queria naquele momento era me ver, mas a eterna distancia que interrompia dois corpos era imensa, então aí comecei a ser saudade, essa que doía, que te fazia chorar, esperar até cansar.

Eu fui amada, amante, amora, aquela trouxinha que você queria carregar por todos os cantos que fosse. Eu seria que nem aquela sua pinta nas costas que acho que nunca percebe que tem, mas você sabe como reparo nas simples coisas. E depois disso vai querer um espelho pra ver se eu estou mentindo e perceber que eu era aquela pinta, pois em momentos estava com você e nem percebia.

Eu fui tudo que queria que fosse, afinal, eu sou um invento, você me idealizou da maneira que queria, e eu fui perfeita aos seus olhos castanhos, ao seu cabelo escuro que no sol reflete um castanho lindo, que quase ninguém repara, só eu, porque além de tudo eu fui sua sombra em  todos os seus passos, acompanhei inúmeras de suas escolhas, e viajei, afinal eu fui também a personagem do contos de fadas escrito pelo seus amigos, que por tempos apoiava essa fantasia louca que você criou.

E fui a amiga, a que você virava um litro de cachaça, porque eu era o seu pensamento, e era por mim que você tomava certas atitudes, inclusive se prender em um bar onde existe mais pessoas vazias do que seu próprio sentimento, e olha que os catadores de latinhas hoje devem estar um pouco felizes com sua atitude aliás, graças a você eles ganharam um dinheirinho extra, mas não te perdoou por ter me trocado por uma loira gelada, sabe porque?

Porque eu fui seu frio, porque com a minha ausência, você se prendia e o cobertor era sua única fonte de calor, eu fui sua doença , sua febre, seu sim e o seu não. Eu fui tudo, mas também fui nada. E hoje eu prefiro ser apenas essa brisa que passa pela sua janela junto com um vento forte, que assovia de vez em quando só pra não te deixar dormir e chamar atenção, também passo todas as noites por você, só pra saber que ainda vivo e que não me esquecerá tão fácil, afinal a brisa é eterna, e se acabar não tem graça, não tem frio, não tem amor.

nnnb

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Vários, vários tudo

Lua e homem no escuro azul

Estava na cama pensando: É ruim quando não conseguimos definir as coisas, não é verdade? O que mais me conforta é que, em se tratando de nós mesmos, nunca sabemos definir direitinho o que somos ou o que sentimos… Até tentamos e podemos criar a ilusão de que conseguimos — às vezes me pergunto se alguém realmente acredita em si. É que somos tão inconstantes, controversos, mutáveis e imprevisíveis que na verdade não sabemos quem somos.

No momento, por exemplo, não sei ao certo o que estou sentindo, e de tanto pensar julgo-me, por vezes, estar louco, então lembro que todo o louco jura que é são, logo se eu estivesse louco não me faria essa pergunta… Ou será que estou louco e uso essa justificativa para provar a mim mesmo minha sanidade? Afinal, todo o louco jura que é são.

Enfim, não sei o que estou sentindo, sei apenas que é nada bom estar sentindo isso. É um vazio, ou uma tristeza causada por um vazio. Às vezes penso ser saudade. Saudade do que já se foi e não será mais (clichê); saudade de quem já se foi e não volta mais; saudade das conversas de um ano e meio atrás, das preocupações de meia década atrás, das brincadeiras de uma década e meia atrás… É. Saudade. Olhando pra trás, foi em tão pouco tempo que tudo aconteceu: Pessoas queridas partiram desta vida; lugares que eu frequentava e gostava de frequentar hoje nem mais lembro como são; pessoas que conheci e foram sumindo, algumas ainda vejo na rua mas já não me reconhecem, tantas outras devo eu já não mais reconhecer; amigos que fiz na infância e que agora já cresceram, tomaram rumos diferentes dos meus, construíram e  constroem suas histórias; amigos que fiz a pouco tempo, que conheci já crescidos, e já vejo indo embora, tomando rumos diferentes dos meus, construindo suas histórias…

É incrível como ficar acordado de madrugada me dá fome. Vou ter que me levantar. (…) Pior é quando a fome é de algo que não tem em casa. E agora? Vou me virar com o que tenho, fico com fome, ou vou lá fora olhar o céu? (…) Pior que ter fome de algo que não tem em casa e decidir olhar o céu, com fome, é me deparar com nuvens cobrindo tudo. ‘Tá tudo vermelhinho. Vai chover. A madrugada é boa pra ler, estudar, escutar música, pensar… é bem silenciosa, mas se chover meus planos vão por água a baixo pois chuva na madrugada é bom pra dormir. O barulho das gotas no telhado. Mas eu não quero dormir, dormindo eu perco muita coisa, principalmente de madrugada.

Não é saudade. Acho que espero demais das pessoas, ou cobro demais delas, ou ainda espero ou cobro demais de mim. Eu e esta minha mania de perfeição… Não. A culpa não é da mania de perfeição, é da mania de querer controlar tudo, de querer saber de tudo o que acontece ao meu redor, de querer tudo do jeito que quero, tudo perfeitinho. É, é a mania de perfeição.

Ih, tem requeijão, eu quero! …Que diabos! Tinha que ser light?! Essa porcaria tem gosto de nada! Quer dizer, agora tem, já que deixaram a colher dentro, tem gosto de azedo.

Todos dormindo, o celular está descarregado, o guarda noturno passa apitando acho que na rua de baixo, InterCine deu lugar às séries chatas, céu nublado, padarias fechadas e requeijão azedo. Vou escutar Roupa Nova; é o melhor de tudo e o que eu deveria ter feito desde o começo. Que droga, o celular está descarregado.

Estou sozinho. Talvez seja isso que está me incomodando. Só vou saber se tiver uma companhia agradável, que eu queira por perto, e isso que estou sentindo passar. Sim, pois se for pra passar com qualquer companhia prefiro continuar assim.

 

Nunca comi grilo. Um dia vou ao Oriente. (…) Pensando bem, prefiro tomar um bom chá, às cinco.

luan dqta

Como me sinto, escrevendo ….

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Eu poderia escrever muito mais do que sonhos, palavras, sentimentos e coisas absurdas que ocorrem dentro de mim.

Eu poderia simplesmente me expressar em quadros mal pintados, ou até mesmo em fotografias onde ninguém iria entender.

Poderia até mesmo tentar me espelhar na filosofia de Sócrates, Platão, Parmênides, ou até mesmo na minha própria filosofia, mas isso seria demais nem todos iriam entender o que eu quero dizer, como quero me expressar e em quem me espelhei.

 Ás vezes me sinto fazendo obras de arte que no meu conceito pude ter feito a obra pensando em algo, mas não vai ser a mesma coisa que as pessoas irão pensar.Aqui dentro uma alma grita, um infinito de coisas passam pela mente, e a cada dia da vontade de dizer o que é certo ou errado no mundo, mas eu seria errado, pois seria eu contra milhões.

O horizonte conspira e já não vejo mais as mesmas coisas como via antes, parece que tudo tem que vir de algo, tudo tem que surgir de uma inspiração e fica cada dia mais difícil ter que conviver com isso, pois os olhos já não querem ver como pessoas normais veem, e tudo o que eu queria, era poder ser normal novamente.

Parece alma de escritor, tudo que vê dá vontade de escrever, mas seria estranho eu tirar um caderno da bolsa no meio da rua e sair escrevendo do nada, sem mais nem menos.

 Quero sentir o vento me trazendo inspirações pois o que mais quero mesmo é escutá-lo pois ele me diz a hora certa que tenho que escrever…

-Depois Que Tudo Aconteceu…