De repente… 3 anos!!

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É incrível o decorrer dos tempos… Ontem 2 anos, natal, ano novo, e de repente, sem nenhuma intenção me deparo fazendo um texto de 3 anos. Qual parte dessa vida estou perdendo? Acho que simplesmente os dias tem passado rápido demais…

Fiquei pensando o tempo inteiro sobre o que escrever, pois esse mês ainda não tinha feito postagens e precisava cobrir toda essa ausência sem motivos. Todos os dias o que mais quero é ter algo diferente pra falar, é querer colocar uma expectativa ou uma reflexão na mente das pessoas, ainda minhas ideias e ideais não estão conclusos, mas continuarei fazendo o de sempre, mas com algumas alterações.

Nesses três anos, tenho conseguido com todas as experiências ter uma vida melhor, e um pensamento melhor sobre tudo, inclusive aquele que mais me incomoda: o amor. Esse que já não é mais exclusividade no meu cotidiano.

Quando a gente cresce como pessoa, a correria dos dias, os compromissos, as responsabilidades cresce junto, e o que sentimentos é só um pontinho no meio de uma multidão de coisas a serem feitas, ou decisões a serem tomadas, acabamos dando preferência a tudo que tem que ser feito.

Eu só queria agradecer, a todas as pessoas que acompanham minhas fases, e que estão sempre compartilhando, curtindo, comentando, cada postagem do blog, obrigado!

Jajá, temos uma surpresa para vocês, fiquem atentos!!!

nnnb

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Meu Amor, Quer a Real? É Independência ou Morte!

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Cada indivíduo é possuidor de sua vida, e só de suas próprias ações ela vem a depender. É arriscado demais fazer de outra pessoa mais importante do que alguém deveria ser: ninguém é mais importante em sua vida que você mesmo. Pode parecer egoísta, mas no final das contas é a realidade. Pensa bem.

Algumas pessoas procuram outra para se feliz, por exemplo, e quando acham depositam nela toda a sua existência. Entenda que sua vida não pode estar em completo estado de dependência da vida de outra pessoa; você deve ter autonomia para conseguir ser feliz. Não é tentar ser feliz sozinho, mas ser feliz, independente dos rumos que a vida de outras pessoas pode levar.

Pessoas se perdem no caminho, pessoas mudam de ideia e de endereço, vêm e vão, aparecem e somem sem depender de nossas vontades, e então você aposta todas as suas fichas em alguém que amanhã pode não estar mais com você… Pessoas morrem, sabia? Claro, a continuidade é desejada por muitos na grande maioria das vezes e é perfeitamente aceitável, dá pra entender, mas o plano embasado no desejo de continuidade não deve ser o único, é bom que ele exista, mas não deve ser finalidade única, do contrário, se algo não ocorrer como o esperado, a frustração vai durar muito tempo e pode vir a ser algo bem destruidor. Uma dependência longa demais torna a tentativa de uma possível independência tardia demasiadamente trabalhosa, e se formos realistas pra alguns é impossível. Esta é a morte. Não é apenas a morte física — e ela pode vir mesmo assim dependendo do caso —, mas a morte para alguns sentimentos, a morte para algumas expectativas, para os planos, a morte do futuro.

Sem contar o tanto de responsabilidade que se está jogando na outra pessoa, que soa como “não quero ser responsável pela minha própria vida e quero que alguém seja responsável por duas, a minha e a dele, e se algo der errado, não terei culpa”, e, a menos que você seja uma criança, isto, digamos, não tem chances de dar certo; diga-se de passagem, a lei de Murphy é clara: Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará!

Faça planos pra amanhã, mas tenha em mente que dificilmente ele será como você julga. Ou seja, plano A, plano B, C, D… Trabalha-se com o agora, com o que se tem de palpável, sem esperar demais do porvir.

luan dqta

Branquela Sem Sentimentos

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Enquanto a luz do sol acabava com minha visão, ela ria de mim:

— Você ‘tá muito estranho com esses óculos redondos.

Fiquei calado e ela continuou rindo; algo, digamos, pitoresco, pois ela não ganhou a fama de ser estressadinha por ser de bem com a vida. É bom vê-la rir…

Tirou um picolé de dentro da bolsa e deu uma mordida, reclamou que doeu os dentes e jogou fora. Avistamos um par de cadeiras, que ela disse ser de carvalho, bem no meio da rua uns trinta metros de nós. Ela correu pra chegar primeiro. Sentamos. Comentei que nunca tinha visto de perto algo feito com madeira de carvalho e então ela disse que o carvalho daquelas cadeiras era da Iugoslávia.

— Mas não existe mais Iugoslávia.

— Você que pensa. Ela continua lá.

E explicou a existência da Iugoslávia e sua relação com a independência da República Oriental do Uruguai dos Emirados Árabes Unidos… Nunca imaginei que ela pudesse falar tanto. Sempre quis que ela falasse muito, mas nem sempre fui bem sucedido nas minhas tentativas de deixá-la à vontade. Naquele dia ela estava bem falante e eu estava gostando daquilo.

A nona dela apareceu com um chimarrão na mão dizendo não aguentar mais o gosto, estava enjoada de chimarrão todos os dias, e aproveitou para alertar a chegada do primo. Mal a simpática senhora tinha acabado de falar, eis que surgia o tal primo trazendo sua melhor amiga num carro de mão. A amiga não parecia estar muito contente e disse com sua voz meio rouca:

— Eu te deixo recado e você nem vê! Você é muito distraída!…

E foi interrompida por um rapaz meio gordinho que vinha andando apressado e falando alto, chamando a moça de voz meio rouca que foi com calma ver o que tanto ele queria. Minha amiga me puxou pelo braço e, já estressada, convidou-me a conhecer uma guria passo-fundense. Atravessamos a rua, ela bateu palmas, e a tal guria abriu a porta:

— O filme está em pausa desde ontem. Pensei que você não viria mais.

Empurrou-nos para dentro de casa, sentou-se num sofá no centro, eu sentei num da direita e minha amiga deitou-se no mesmo sofá que eu pondo a cabeça em meu regaço.

Com um caderno, um livro e uma caneta na mão, a guria passo-fundense não me deixava entender se ela via o filme ou se estudava. Já a Branquela Sem Sentimentos continuava a falar várias coisas que eu deixei de prestar atenção quando me distraí fitando seus olhos que estavam voltados ao teto enquanto gesticulava ao falar, aparentemente, aborrecida. Eu mexia em seus cabelos pensando em como aquela Branquela me ajudou por todo esse tempo. Sempre que precisei, e chamei, ela esteve comigo, e quando teimoso preferi não chamar pensando em não incomodar, ela parecia sentir e conversava comigo por horas sem nem saber direito do que estava se passando e com suas frases de pouca paciência me fazia rir e esquecer por uns instantes o que me preocupava. De um lado, alguém que reclamava de tudo, do outro, alguém que sempre está cansado de tudo, os dois lados estressados com a vida, permanentemente.

Dei um beijo em sua testa e continuei calado, passando os dedos por entre seus cabelos, até que ela parou de falar e dormiu. Foi a primeira vez naquele dia que ela ficou quietinha sem falar. Vez ou outra se movia daqui ou dali, mas estava bem serena. Não sei se ela gostava de ser serena, mas aquela imagem me passava a ideia de que ela estava em estado de paz; parece que só dormindo essa esquentadinha fica de bem consigo mesma — parece, pois pelo menos os sonhos daquele sono não aparentavam ser ruins.

O quê eu poderia fazer pra estender aquele bem estar dela pra quando acordasse? Ela nem me deu tempo de pensar, levantou num pulo e começou a procurar um relógio. Sua mãe apareceu reclamando que “você esqueceu de acertar o relógio de novo!”, e ela, confusa, apressada, procurava o relógio para acertar a hora:

— Ah, mãe! Não tenho tempo. É normal que eu esqueça. Você não vai ajudar muito onde está!

— Você nunca lembra das coisas! Da última vez deixou o pé esquerdo do tênis na URI e está lá até hoje…

Alguém bateu numa porta me chamando. “Como assim?! Ninguém me conhece aqui!”. Era a voz da minha avó:

— Vai pra universidade hoje não, é? Já são nove e meia!

Olhei para um lado e depois para o outro… Droga! Estou em Pernambuco.

“Este texto foi escrito baseado em sonhos!”

luan dqta

Vários, vários tudo

Lua e homem no escuro azul

Estava na cama pensando: É ruim quando não conseguimos definir as coisas, não é verdade? O que mais me conforta é que, em se tratando de nós mesmos, nunca sabemos definir direitinho o que somos ou o que sentimos… Até tentamos e podemos criar a ilusão de que conseguimos — às vezes me pergunto se alguém realmente acredita em si. É que somos tão inconstantes, controversos, mutáveis e imprevisíveis que na verdade não sabemos quem somos.

No momento, por exemplo, não sei ao certo o que estou sentindo, e de tanto pensar julgo-me, por vezes, estar louco, então lembro que todo o louco jura que é são, logo se eu estivesse louco não me faria essa pergunta… Ou será que estou louco e uso essa justificativa para provar a mim mesmo minha sanidade? Afinal, todo o louco jura que é são.

Enfim, não sei o que estou sentindo, sei apenas que é nada bom estar sentindo isso. É um vazio, ou uma tristeza causada por um vazio. Às vezes penso ser saudade. Saudade do que já se foi e não será mais (clichê); saudade de quem já se foi e não volta mais; saudade das conversas de um ano e meio atrás, das preocupações de meia década atrás, das brincadeiras de uma década e meia atrás… É. Saudade. Olhando pra trás, foi em tão pouco tempo que tudo aconteceu: Pessoas queridas partiram desta vida; lugares que eu frequentava e gostava de frequentar hoje nem mais lembro como são; pessoas que conheci e foram sumindo, algumas ainda vejo na rua mas já não me reconhecem, tantas outras devo eu já não mais reconhecer; amigos que fiz na infância e que agora já cresceram, tomaram rumos diferentes dos meus, construíram e  constroem suas histórias; amigos que fiz a pouco tempo, que conheci já crescidos, e já vejo indo embora, tomando rumos diferentes dos meus, construindo suas histórias…

É incrível como ficar acordado de madrugada me dá fome. Vou ter que me levantar. (…) Pior é quando a fome é de algo que não tem em casa. E agora? Vou me virar com o que tenho, fico com fome, ou vou lá fora olhar o céu? (…) Pior que ter fome de algo que não tem em casa e decidir olhar o céu, com fome, é me deparar com nuvens cobrindo tudo. ‘Tá tudo vermelhinho. Vai chover. A madrugada é boa pra ler, estudar, escutar música, pensar… é bem silenciosa, mas se chover meus planos vão por água a baixo pois chuva na madrugada é bom pra dormir. O barulho das gotas no telhado. Mas eu não quero dormir, dormindo eu perco muita coisa, principalmente de madrugada.

Não é saudade. Acho que espero demais das pessoas, ou cobro demais delas, ou ainda espero ou cobro demais de mim. Eu e esta minha mania de perfeição… Não. A culpa não é da mania de perfeição, é da mania de querer controlar tudo, de querer saber de tudo o que acontece ao meu redor, de querer tudo do jeito que quero, tudo perfeitinho. É, é a mania de perfeição.

Ih, tem requeijão, eu quero! …Que diabos! Tinha que ser light?! Essa porcaria tem gosto de nada! Quer dizer, agora tem, já que deixaram a colher dentro, tem gosto de azedo.

Todos dormindo, o celular está descarregado, o guarda noturno passa apitando acho que na rua de baixo, InterCine deu lugar às séries chatas, céu nublado, padarias fechadas e requeijão azedo. Vou escutar Roupa Nova; é o melhor de tudo e o que eu deveria ter feito desde o começo. Que droga, o celular está descarregado.

Estou sozinho. Talvez seja isso que está me incomodando. Só vou saber se tiver uma companhia agradável, que eu queira por perto, e isso que estou sentindo passar. Sim, pois se for pra passar com qualquer companhia prefiro continuar assim.

 

Nunca comi grilo. Um dia vou ao Oriente. (…) Pensando bem, prefiro tomar um bom chá, às cinco.

luan dqta

Dezembro !!

dezembro

 

 

É, só paramos pra perceber que mais um ano acaba quando chega dezembro… Tão famoso dezembro! Época de começos e fins, época de fraternidade, trocar presentes.

Dezembro!

Dezembro simplesmente é o mês em que paramos para pensar nas coisas que fizemos, lembrar dos bons momentos, perdoar o que talvez pra você não tenha perdão. Nesse último mês, vamos parar pra pensar nas coisas que não nos  fizeram bem, vamos perdoar as pessoas que nos entristeceram, vamos fechar o ano bem, mas bem com paz de espírito!

Sinta esse mês, como uma briza que carrega seu cansaço e leva embora tudo de ruim que o ano lhe deu, mas sinta também o vento que te trás coisas boas, que tras até você sentimentos.

Oh Dezembro! Surpreenda a muitos, traga coisas diferentes, conserta os corações, e que tudo se transforme, faça com que esse mês valha a pena como todos os outros, e deixem todos muito preparados pelo ano próximo que já se vem, e no ano próximo traga a diferença, para que em um dezembro próximo possa acontecer a Felicidade que está em cada coração, mas não só num dezembro próximo, e sim em todos os meses !!