Poesia Agora

IMG_20150630_140305109 No final do mês de junho, pela primeira vez vou à exposição em seu início rs. Estive presente na exposição temporária do Museu da Língua Portuguesa: Poesia Agora. A exposição conta com um grande acervo de poetas não muito conhecidos e não aclamados pela mídia, mas tem alguns que conhecemos muito bem, exemplo Gregório Duvivier. Na entrada da exposição têm espécie de “escadas de luz” com versos. IMG_20150630_125847998   Para a entrada de cada ala da exposição  tinha espaços com luzes coloridas, em que eram recitadas palavras que lembrassem a cor. IMG_20150630_130247379 IMG_20150630_135946427 IMG_20150701_184305 A exposição era interativa, e em uma das salas, continham livros com palavras, em que se podiam juntar vários e formar frases. Dentro de cada livro, podiam ser escrita poesias sobre as palavras de cada um. Na mesma sala havia um desafio, para se escrever uma poesia excluindo uma letra, ou seja, não poderia ter palavras da letra em que se era excluída. IMG_20150630_134826222 IMG_20150630_134324711 IMG_20150630_133507124 E no banheiro também haviam poesias no espelho… IMG_20150630_140151149 Por último deixo aqui o meu convite, a exposição vale super  a pena para quem gosta de se expressar em versos e ter novas inspirações. Foi muito importante para me destravar, estava com bloqueios criativos e a exposição me retornou a essência, mesmo ter continuado longe da escrita por alguns tempos depois. A exposição se localiza no Museu da Língua Portuguesa, ao lado da estação da Luz, São Paulo. Entrada: Inteira R$6,00 / Meia: R$3,00 Horários: De terça à domindo, das 10h às 18h, com o fechamento da bilheteria às 17h. lkjh

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Crônica do Amor

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Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

– Martha Medeiros

Sobrevivendo…

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Sobrevivendo aos pedaços que me restam,

 onde a poesia faz morada,

e a saudade doída

consome meu coração que tanto insiste em sofrer…

Quero viver,

viver apenas de chamas construídas por palavras,

onde nuvem é algodão

e não se tem chão para machucar os pés

que tanto estão cansados de caminhar !
Ah. Uma hora eu infarto com meu coração pulsando saudade…”

nnnb